Quem souber o nome do autor dessa frase ganha um doce! :-)
Qual é o caso de Sucesso?
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Mega-sena: Ser ou não Ser?
O vídeo que segue é uma crítica do jornalista Arnaldo Jabor a respeito da História do “pobre” Renné Senna ganhador da Mega-Sena. Pra quem não lembra dessa história, o “sortudo” morava em Rio Bonito, no estado do Rio de Janeiro e foi premiado com nada menos que 52 milhões de reais. Vejamos o vídeo, que ilustra muito bem a proposta do artigo de hoje:
A “chanchada trágica” que o Arnaldo se refere nos remete a refletir sobre o poder que o dinheiro mal gerido exerce nas nossas vidas. Ganhar na mega-sena, apesar do fascínio provocado por isto, pode não ser a melhor saída quando não se tem estrutura para gerenciar a situação. Digo gerenciar a situação, e não digo gerenciar o dinheiro porque o vilão da história não é o montante de 52 milhões, e sim todo o contexto e as conseqüências que uma “bomba” como esta pode causar, assim como no nosso exemplo de hoje. 52 milhões podem trazer problemas em proporções equivalentes à riqueza alcançada. Olhar os prós e contras de uma situação como esta é algo que passa despercebido diante do espanto e da glória ao ver todos esses milhões creditados na conta. Hoje, a situação do Renné está correndo na justiça com a filha e a ex-mulher brigando pelos milhões do “pobre” que foi assassinado em janeiro de 2007 (podemos ter uma idéia do motivo, certo?). Vejo que essa história exibe com clareza a importância de observarmos maneira com a qual o dinheiro é administrado, diferente do que é comum, onde o foco principal é ver os milhões creditados na conta e, assim, os problemas financeiros resolvidos. Não estou propondo boicote à mega-sena e à loteria, mas sim sugerindo uma reflexão importante a respeito das vantagens e desvantagens que a riqueza repentina tem, além de mostrar que qualidade de vida, tranqüilidade e felicidade não estão necessariamente ligadas a uma conta bancária recheada de milhões. Mudanças bruscas no padrão de vida, mesmo que pra melhor, podem ser frustrantes, tudo vai depender de como isso vai ser encarado, bem como com nossas finanças pessoais, com nosso orçamento doméstico. Muitas vezes o problema não é a falta de dinheiro, mas sim a falta de uma boa gestão financeira.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Auto-conhecimento
Equilibrar o orçamento doméstico passa também por um processo de auto-conhecimento, onde o critério para tomada de decisão de consumo deve ser observado como um ponto sensível nesse contexto. Qual a nossa reação diante de uma vitrine? A publicidade em massa nos vende sonhos todos os dias e é inegável que sofremos forte influência cultural que às vezes faz com que, em alguns casos, nos sintamos até “forçados” a nos distanciarmos das reais condições financeiras, adotando comportamentos e estilos de vida que vão além do que nosso padrão de rendimento pode permitir. São tantas as ofertas, facilidades aparentemente vantajosas, mas que podem representar perigo para o nosso bolso. Um exemplo bem claro disso, e que faz parte do nosso dia-dia, é o cartão de crédito. Hoje em dia, ao entrar em qualquer loja de roupas, por exemplo, somos abordados por atendentes atenciosos oferecendo os cartões da loja, sem anuidade e com limite de crédito suficiente para que nossos desejos materiais sejam supridos de imediato, naquela mesma hora, sem tempo para pensar. Uma verdadeira armadilha. Veja que o cartão, nesse caso, aparece na hora certa, no lugar certo e muitas vezes ainda sugerido por uma colaboradora sorridente e cortês. Sabemos que os cartões, se usados inadequadamente, podem representar acúmulo de dívidas que, em muitos casos, acabam por se tornarem grandes problemas. Trabalhar rumo ao equilíbrio no orçamento pessoal envolve, portanto, planejar os gastos, definir as necessidades e eleger as prioridades dentro da renda disponível, isso nos ajuda a conhecer nossos hábitos de consumo, atingir nossas metas e realizar nossos objetivos. O orçamento pessoal estruturado é um instrumento facilitador para a realização dos nossos sonhos. Ninguém precisa se transformar num “Tio Patinhas”, mesmo porque o consumo é prazeroso. A proposta é refletir sobre as vantagens de um consumo equilibrado, racional, sustentável, de acordo com o padrão de rendimento de cada um, afinal, saber usar o dinheiro não é só uma questão de economia, mas também de valores e objetivos de vida.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O bom e o mau materialista
Muita gente acredita que a saída para os problemas financeiros é ganhar muito dinheiro, confiando que o mundo dos endividados é composto por gente sem muito recurso. Entretanto, o que poucas pessoas levam em consideração é que a gente paga pelo dinheiro com o nosso tempo. De acordo com a americana e escritora Vicki Robin: “Quando você gasta o dinheiro, não está gastando um papel emitido pelo governo, mas as horas que você investiu em seu trabalho. E, porque você se ama e se respeita, é melhor você gastar o dinheiro com coisas que tenham valor para você.” O que fica também para nossa reflexão aqui são os valores balizadores de nossa cultura de ostentação e consumismo, afinal aquilo que possuo ou compro promove a atividade, a auto-confiança, o envolvimento ou induz à passividade e à dependência? Até que ponto nosso estilo de vida atual está apenas vinculado ao pagamento de prestações, às despesas com consertos e à expectativa de outras pessoas? É importante identificar, no nosso padrão de consumo, quais as reais necessidades e o que são desejos, observando o que pode ser diminuído ou suprimido do nosso orçamento. Por exemplo: “Necessito de um tênis, mas desejo o que vi na vitrine que custa oitocentos reais.” Ter um tênis de oitocentos reais vai sanar minha necessidade de ter um calçado novo e também vai satisfazer meu desejo de ostentar o tênis de marca. Ou seja, a ostentação do tênis vai de encontro com a influência social que falamos. Não é necessariamente errado comprar um tênis de oitocentos reais, desde que ele me ofereça o que procuro nele no que diz respeito à qualidade, durabilidade, não apenas como uma ferramenta de status social. Vicki Robin diz ainda que o bom materialista é aquele que tira o proveito máximo dos bens materiais. Se você tem uma coisa, use-a até acabar.
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